quarta-feira, 25 de julho de 2007



Tá certo que as composições são todas do Duke Ellington, mas a genialidade dessa obra não deve ser creditada apenas ao pianista. Estamos falando de Charles Mingus no contra-baixo. Mingus Mingus Mingus, que à época já havia lançado clássicos como o Pithecanthropus Erectus, The Clown e Mingus Ah Um. E Max Roach, um dos maiores bateristas de bebop e hard bop, autor de uma verdadeira revolução no Jazz. A composição baixo / bateria / piano durante muito tempo foi minha favorita, mas cedeu espaço depois que fui devidamente apresentado ao sax do Sr. Coltrane e seu Quarteto Clássico.

Mas está aí uma boa briga:

Duke Ellington + Charles Mingus + Max Roach Vs John Coltrane + McCoy Tyner + Jimmy Garrison + Elvin Jones

Enfim. Esses três apresentam tamanha coesão neste disco que quase surge a dúvida quanto a quem ganharia

Download

domingo, 8 de julho de 2007

Provas de que eu não entendo de Jazz #2



Birth of the Cool se enquadra bem no que chamo de "Naive Jazz". Não sei muito bem como explicar o termo, receio que só faça sentido pra mim, mas é como se com o surgimento do Hard bop a partir do meio dos anos 50 o Jazz deixasse de ser apenas mais um estilo de música para se tornar algo mais. Maior. Sagaz. É isso. Pode ser uma afronta o que vou dizer agora, mas falta sagacidade ao Cool. Falta sagacidade ao Bop. Falta sagacidade ao Birth of the Cool

quinta-feira, 28 de junho de 2007














Não é pelo fato deu achar
Chet Baker o som ideal para quem tem insônia, mas esse duplo ao vivo aí está entre os melhores discos para se colocar antes de ir dormir

Download Parte I
Download Parte II

terça-feira, 26 de junho de 2007

Vou escrever aqui até o final da semana. Juro

sábado, 9 de junho de 2007

"Amanhã" chegou, então finalmente vou deixar mais algumas palavras sobre o MMW. Primeiramente, vale marcar que essa formação de baixo/bateria/teclados é a melhor que existe dentro do fusion (definição autoritária I). O bom de uma página sem comentários é que eu posso afirmar isso e ficar como uma verdade absoluta. Enfim. Essa formação evita que o fusion vire uma putaria só. Desculpem, mas essa é a única palavra que descreve com propriedade.

Dito isso, é de se assombrar que apenas três caras consigam fazer toda a barulhada do Tonic, principalmente levando em consideração que foi gravado ao vivo e é o acústico da banda. Esse foi o primeiro de três discos que eles lançaram pela Blue Note (que hoje em dia abriga gente tipo Norah Jones e The Bird and the Bee, mas, enfim, o Ciro Gomes está no PPS, não?).

A única gravação fácil de ser encontrada por aqui é uma coletânea que a Trama lançou em 2000, compilando as primeiras gravações do trio, que possui um dos melhores títulos que existem. (definição autoritária II)



Detalhe pro *perhaps*

quinta-feira, 31 de maio de 2007














Não pretendia falar de nada que fosse produzido depois de 60 e poucos, muito menos de fusion. Mas ouvi o Tonic essa semana e achei que seria válido. O trio é o Medeski, Martin & Wood. Se não me engano, tocaram no Free Jazz de 99. Agora será impossível, mas com sorte escrevo alguma coisa sobre eles amanhã

domingo, 27 de maio de 2007



A operação Navalha atrasou minha vida essa semana, então teremos aqui um texto que alguns já tiveram a oportunidade de ler em outra publicação minha. Confesso que não estava nos planos falar desse disco agora, mas também não vejo nenhum grande problema. Ele chega a ser didático dentro da discografia, e o texto chega a ser meigo, até.

"Sempre escutei jazz nos auto-falantes do meu som e não no fone. Não sei o motivo, mas me parecia a coisa mais sensata a se fazer. Como se o som fosse grande demais para um pequeno par de fones. Ele deveria ser solto, correr por aí como bem entendesse.

Enfim, o fato é que hoje fui escutar esse disco aí com fones. Que é um puta disco qualquer fã do Coltrane sabe, mas fiquei impressionado com a sonoridade de Greensleeves. A bateria fica mais viva, não só pelas peças serem mixadas em canais diferentes, mas até o timbre da caixa melhorou. Naquele crescendo que tem no meio, ela entra como uma marretada, quase. Como canhões de incentivo naquelas sinfonias de Tchaikovsky (recorri ao google pra escrever direito, reconheço). Voltando, se a caixa fica mais pesada, o piano, principalmente antes dessa parte citada, fica mais e mais suave. Tipo folhas caindo. Tipo lençol novo de seda em casa de madame (o que me lembra o MDCDLG - movimento das donas de casa dondocas do Lago Sul)"

Esse disco é fácil de baixar, até usuário do Soukseek consegue. Agora, tirem vocês suas conclusões