sexta-feira, 30 de maio de 2008
















Reza a lenda que a gravadora não queria lançar a obra prima de Dave Brubeck por considerá-la "muito difícil". Me pergunto que tipo de cabeça as pessoas tinham à época. Time Out é não só um dos discos mais populares da história do Jazz, como também um dos mais fáceis de se escutar, daqueles que pode ser apreciado em qualquer situação, em qualquer lugar, a qualquer hora do dia

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quarta-feira, 30 de abril de 2008















Finalmente consegui comprar essa pérola que é Charles Mingus at the Bohemia! Temos aqui nada menos que o debut da Debut, ou seja, o primeiro lançamento do selo Debut Records, montado por Mingus em parceria com o fenomenal baterista Max Roach, que aparece em participação especial na faixa Percussion Discussion, praticamente um duelo entre os dois músicos. Reconheço que a faixa pode ser difícil em um primeiro momento, mas chega a ser absurdo a sincronia e a riqueza de sons extraídos de apenas dois instrumentos - três, se considerarmos o overdub de baixo que Mingus posteriormente acrescentou à faixa.

De toda sorte, este está certamente entre os melhores discos de Charles Mingus, abrigando também algumas de suas melhores composições. Impossível não destacar o marcante tema de Jump Monk, que tenta emular ao longo de quase sete minutos as diferentes personalidades de Thelonious Monk; All The Things You C#, uma envolvente versão de All The Things You Are, composição que posteriormente ganharia ainda outra leitura; e a sensacional Work Song, sua primeira composição de caráter político. Um must have de qualquer coleção

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domingo, 30 de março de 2008



Joe Henderson é um saxofonista relativamente conhecido no Brasil devido ao seu apreço pela Bossa Nova. Quase gravou um disco com Tom Jobim, que veio a falecer pouco tempo antes do início do projeto. De toda sorte, essa ligação pode ser vista no disco Double Rainbow: The Music of Antonio Carlos Jobim, bem como na primeira faixa do seu primeiro disco como líder. Blue Bossa é uma das duas composição do trompetista Kenny Dorham que preenchem Page One, constituído também por mais quatro composições do próprio Henderson, a maioria com um (e às vezes dois) pés no hard bop.

A única coisa que me desagrada nesse belo disco é um detalhe dessa também bela capa. Entre os músicos creditos na capa como "etc" está nada menos que McCoy Tyner

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domingo, 2 de março de 2008















Aí está The Avant-Garde, o disco citado no último post. Posso estar enganado, mas acho que quando ele foi lançado a ordem era outra... Don Cherry & John Coltrane, sendo que o Coltrane tinha acabado de assinar com a Atlantic. Independente da ordem, considero um bom disco de hard bop, com destaque pra faixa dois, Focus on Sanity. Como falei antes, Charlie Haden aparece tocando baixo em duas faixas... a de abertura, Cherryco, e The Blessing, faixa três

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008












Charlie Haden nunca esteve entre os meus favoritos, mas gosto bastente dos baixos de Silence. Calmo, mas sem ser sonolento. De toda sorte, Haden ficou conhecido por integrar o conjunto de Ornette Coleman, um dos nomes fortes do free jazz. Suas primeiras gravações como lider datam de 1969, e este disco de 1987 cai mais pro bebop e pro cool, principalmente pela participação mais que especial de Chet Baker.

Pra não perder a tradição de encontrar alguma ligação com John Coltrane, Haden é o baixista presente no disco The Avant-Garde, gravado em parceria com o trompetista Dom Cherry.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Já comecei a disponibilizar os discos aqui. Em breve estarei com tudo em dia e iniciarei novas postagens

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008














"Se você deseja uma reprodução fotográfica, não compre um Picasso. Se você deseja uma música popular, não ouça Coltrane"
- Ralph J. Gleason, 1960

Concordo com Ralph J. Gleason, mas apenas no que diz respeito à produção de Coltrane após A Love Supreme. Apesar da bagunça que ele causava no público na época em que se apresentava com Miles Davis, tocando um sax que as pessoas nunca haviam escutado antes, mesmo assim considero o Coltrane dessa época "popular".

Blue Train foi composto nessa primeira fase, o primeiro esforço sério e concentrado de Coltrane como compositor. Um disco muito bem pensado, realizado pela Blue Note, um selo muito mais cuidadoso do que a Prestige Records (que tinha Coltrane sob contrato), conhecida por sua "política de take único". A faixa título está entre os temas mais marcantes da história do compositor

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