quarta-feira, 14 de novembro de 2007

















Não chega a ser fantástico, mas The Real McCoy é de uma honestidade que merece admiração. Uma das melhores obras do senhor Tyner, antes de seus discos mais piradinhos que estavam mais pra free do que pra lá.

McCoy Tyner, como já citado em outros posts, fazia parte do lendário quarteto do lendário John Coltrane. Como o último disco aqui recomendado, também conta com a presença de Elvin Jones na bateria, ou seja, temos aqui metade das lendas trabalhando em músicas que, por que será, te lembrarão bastante do saxofonista mais querido deste espaço

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sexta-feira, 19 de outubro de 2007



The Inflated Tear talvez seja o disco mais comentado do boa praça Rahsaan Roland Kirk. Não da pra ver, no entanto, mas a capa acima é na verdade de Rip, Rig and Panic, essa sim, obra que merece destaque neste espaço.

Demorei muito, mas deixo apenas quatro registros: primeiro, que o Sr. Kirk não era um multi-instrumentista, mas O multi-instrumentista (vide foto), desses de tocar três instrumentos ao mesmo tempo. Mais que O multi-instrumentista, era um camarada tão fora de série que mandou fazer um saxofone especial e continuou tocando mesmo depois que um derrame paralisou todo o lado direito de seu corpo. O Sr. Kirk contribuiu também com boas gravações do Mingus Sextet, entre elas o Mingus Oh Yeah!, já citado aqui como um de meus discos favoritos. O terceiro registro é que esse álbum aí conta com a presença de Elvin Jones na bateria, o lendário músico do lendário quarteto do lendário John Coltrane. Por fim, intimo todos a escutarem From Bechet, Byas, And Fats, faixa que me motivou a comentar esse disco aqui. Piano e metais de um bom gosto e qualidade sem precedentes na obra do Sr. Kirk. Fraseado grudento. Bateria precisa, de expressão indescritível. Tudo muito bem amarrado pelo baixo do Richard Davis.

Vale mencionar que o título vem de Sidney Bechet, Don Byas e Fats Waller

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quarta-feira, 3 de outubro de 2007



Desculpem o sumiço. Culpem o Superior Tribunal de Justiça, a professora Flávia Biroli, minha querida Déborah, entre outros. O fato é que ainda vou escrever algumas palavras a respeito do Rahsaan Roland Kirk, mas enquanto isso não acontece vocês podem baixar esse disco aí.

Bag´s Groove é o melhor disco do Miles desde seu início até 1959, ano do Kind of Blue. Como vocês podem ver pela capa, temos participações de lendas como Monk e Sonny Rollins. Monk aparece na faixa título, dona de um fraseado que dificilmente larga sua mente logo que você tenha escutado seus dois takes.

Algumas das sessões do dia em que este disco foi gravado deram origem ao Miles Davis and the Modern Jazz Giants mas, como todos os discos gravados até o supracitado Kind of Blue, não possui a mesma genialidade encontrada nestas sete faixas

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segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Estou me preparando para falar do Rahsaan Roland Kirk. Não vai sair nada demais, mas em breve alguma coisa eu coloco aqui

domingo, 26 de agosto de 2007















Já que demoramos a entrar no Mingus, vamos logo adiantar as coisas com ele. E mais uma vez tenho que fazer uma pequena reflexão sobre como escrever aqui tende a promover certas mudanças em entendimentos meus. Tinha por certo que comentaria antes o Mingus At The Bohemia, ou o Mingus Oh Yeah, ou até mesmo o Presents Charles Mingus. Curiosamente, hoje resolvi escutar o The Black Saint & The Sinner Lady e me senti na obrigação de vir aqui devido a singularidade da obra, da orquestração ímpar do sr. Mingus.

Não me sinto preparado para falar dessa suite em seis partes, quatro faixas em CD, com 37 minutos e 37 segundos de música executada por *apenas* 11 músicos. É complexidade demais para um menino como eu tentar explicar aqui em sete ou dez linhas. Recomendo apenas que vocês prestem muita atenção em cada nota de Trio and Group Dancers, principalmente a partir de 12 minutos e 30 segundos de execução. Em outra época eu diria "fones de ouvido", mas não. É muita informação para um par de diminutos falantes

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Esqueci de dizer que II B.S. que abre o disco Mingus Mingus Mingus Mingus Mingus não passa de uma versão com o andamento mais acelerado de Haitian Fight Song. Realmente não sei como eu esqueci de dizer isso. "Apenas um lapso, provavelmente"

domingo, 12 de agosto de 2007















No final da autobiografia de Charles Mingus existe uma seleção dos 20 discos indispensáveis de sua discografia, feita por Roberto Muggiati. O Sr. Muggiati não coloca The Clown nessa selação. Não sei o que dizer. Triste? Infantil? Apenas um lapso, provavelmente. De toda sorte, e talvez por causa desse episódio, esse é o primeiro disco do Sr. Mingus que eu recomendo neste espaço.

The Clown merece figurar em qualquer lista apenas pela faixa de abertura, Haitian Fight Song. Começa quase em um sussurro, com o dedilhado aleatório do contra-baixo de Mingus sendo subitamente substituído pelo fraseado que aponta o caminho trilhado durante a faixa. Logo entram os metais, inicialmente também como um sussurro, mas quando menos se espera é como se uma guerra tivesse se iniciado. Caos armado, sons explodem para todos os lados. Nova pausa, novo dedilhado, volta o fraseado, a batalha recomeça.

Quando a HBO realizou aquele seriado sobre o Mandrake (personagem do Rubem Fonseca) foi Work Song a música escolhida como tema do advogado criminalista. Se minha vida fosse uma série da HBO, Haitian Fight Song definitivamente seria minha primeira opção.

Retornando, gostaria de comentar apenas The Clown, faixa que encerra e dá nome ao disco. Além dos cinco músicos, encontramos aqui um improviso por Jean Shepherd, centrado em expressões como “he was a real happy guy” e “all he wanted to do was to make these people laugh”. As construções da banda são boas, mas é quando estão fazendo cama para a narração que o negócio realmente deslancha. Impossível descrever com mais detalhes