quarta-feira, 3 de outubro de 2007



Desculpem o sumiço. Culpem o Superior Tribunal de Justiça, a professora Flávia Biroli, minha querida Déborah, entre outros. O fato é que ainda vou escrever algumas palavras a respeito do Rahsaan Roland Kirk, mas enquanto isso não acontece vocês podem baixar esse disco aí.

Bag´s Groove é o melhor disco do Miles desde seu início até 1959, ano do Kind of Blue. Como vocês podem ver pela capa, temos participações de lendas como Monk e Sonny Rollins. Monk aparece na faixa título, dona de um fraseado que dificilmente larga sua mente logo que você tenha escutado seus dois takes.

Algumas das sessões do dia em que este disco foi gravado deram origem ao Miles Davis and the Modern Jazz Giants mas, como todos os discos gravados até o supracitado Kind of Blue, não possui a mesma genialidade encontrada nestas sete faixas

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segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Estou me preparando para falar do Rahsaan Roland Kirk. Não vai sair nada demais, mas em breve alguma coisa eu coloco aqui

domingo, 26 de agosto de 2007















Já que demoramos a entrar no Mingus, vamos logo adiantar as coisas com ele. E mais uma vez tenho que fazer uma pequena reflexão sobre como escrever aqui tende a promover certas mudanças em entendimentos meus. Tinha por certo que comentaria antes o Mingus At The Bohemia, ou o Mingus Oh Yeah, ou até mesmo o Presents Charles Mingus. Curiosamente, hoje resolvi escutar o The Black Saint & The Sinner Lady e me senti na obrigação de vir aqui devido a singularidade da obra, da orquestração ímpar do sr. Mingus.

Não me sinto preparado para falar dessa suite em seis partes, quatro faixas em CD, com 37 minutos e 37 segundos de música executada por *apenas* 11 músicos. É complexidade demais para um menino como eu tentar explicar aqui em sete ou dez linhas. Recomendo apenas que vocês prestem muita atenção em cada nota de Trio and Group Dancers, principalmente a partir de 12 minutos e 30 segundos de execução. Em outra época eu diria "fones de ouvido", mas não. É muita informação para um par de diminutos falantes

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Esqueci de dizer que II B.S. que abre o disco Mingus Mingus Mingus Mingus Mingus não passa de uma versão com o andamento mais acelerado de Haitian Fight Song. Realmente não sei como eu esqueci de dizer isso. "Apenas um lapso, provavelmente"

domingo, 12 de agosto de 2007















No final da autobiografia de Charles Mingus existe uma seleção dos 20 discos indispensáveis de sua discografia, feita por Roberto Muggiati. O Sr. Muggiati não coloca The Clown nessa selação. Não sei o que dizer. Triste? Infantil? Apenas um lapso, provavelmente. De toda sorte, e talvez por causa desse episódio, esse é o primeiro disco do Sr. Mingus que eu recomendo neste espaço.

The Clown merece figurar em qualquer lista apenas pela faixa de abertura, Haitian Fight Song. Começa quase em um sussurro, com o dedilhado aleatório do contra-baixo de Mingus sendo subitamente substituído pelo fraseado que aponta o caminho trilhado durante a faixa. Logo entram os metais, inicialmente também como um sussurro, mas quando menos se espera é como se uma guerra tivesse se iniciado. Caos armado, sons explodem para todos os lados. Nova pausa, novo dedilhado, volta o fraseado, a batalha recomeça.

Quando a HBO realizou aquele seriado sobre o Mandrake (personagem do Rubem Fonseca) foi Work Song a música escolhida como tema do advogado criminalista. Se minha vida fosse uma série da HBO, Haitian Fight Song definitivamente seria minha primeira opção.

Retornando, gostaria de comentar apenas The Clown, faixa que encerra e dá nome ao disco. Além dos cinco músicos, encontramos aqui um improviso por Jean Shepherd, centrado em expressões como “he was a real happy guy” e “all he wanted to do was to make these people laugh”. As construções da banda são boas, mas é quando estão fazendo cama para a narração que o negócio realmente deslancha. Impossível descrever com mais detalhes

quarta-feira, 25 de julho de 2007



Tá certo que as composições são todas do Duke Ellington, mas a genialidade dessa obra não deve ser creditada apenas ao pianista. Estamos falando de Charles Mingus no contra-baixo. Mingus Mingus Mingus, que à época já havia lançado clássicos como o Pithecanthropus Erectus, The Clown e Mingus Ah Um. E Max Roach, um dos maiores bateristas de bebop e hard bop, autor de uma verdadeira revolução no Jazz. A composição baixo / bateria / piano durante muito tempo foi minha favorita, mas cedeu espaço depois que fui devidamente apresentado ao sax do Sr. Coltrane e seu Quarteto Clássico.

Mas está aí uma boa briga:

Duke Ellington + Charles Mingus + Max Roach Vs John Coltrane + McCoy Tyner + Jimmy Garrison + Elvin Jones

Enfim. Esses três apresentam tamanha coesão neste disco que quase surge a dúvida quanto a quem ganharia

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domingo, 8 de julho de 2007

Provas de que eu não entendo de Jazz #2



Birth of the Cool se enquadra bem no que chamo de "Naive Jazz". Não sei muito bem como explicar o termo, receio que só faça sentido pra mim, mas é como se com o surgimento do Hard bop a partir do meio dos anos 50 o Jazz deixasse de ser apenas mais um estilo de música para se tornar algo mais. Maior. Sagaz. É isso. Pode ser uma afronta o que vou dizer agora, mas falta sagacidade ao Cool. Falta sagacidade ao Bop. Falta sagacidade ao Birth of the Cool