quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Esqueci de dizer que II B.S. que abre o disco Mingus Mingus Mingus Mingus Mingus não passa de uma versão com o andamento mais acelerado de Haitian Fight Song. Realmente não sei como eu esqueci de dizer isso. "Apenas um lapso, provavelmente"

domingo, 12 de agosto de 2007















No final da autobiografia de Charles Mingus existe uma seleção dos 20 discos indispensáveis de sua discografia, feita por Roberto Muggiati. O Sr. Muggiati não coloca The Clown nessa selação. Não sei o que dizer. Triste? Infantil? Apenas um lapso, provavelmente. De toda sorte, e talvez por causa desse episódio, esse é o primeiro disco do Sr. Mingus que eu recomendo neste espaço.

The Clown merece figurar em qualquer lista apenas pela faixa de abertura, Haitian Fight Song. Começa quase em um sussurro, com o dedilhado aleatório do contra-baixo de Mingus sendo subitamente substituído pelo fraseado que aponta o caminho trilhado durante a faixa. Logo entram os metais, inicialmente também como um sussurro, mas quando menos se espera é como se uma guerra tivesse se iniciado. Caos armado, sons explodem para todos os lados. Nova pausa, novo dedilhado, volta o fraseado, a batalha recomeça.

Quando a HBO realizou aquele seriado sobre o Mandrake (personagem do Rubem Fonseca) foi Work Song a música escolhida como tema do advogado criminalista. Se minha vida fosse uma série da HBO, Haitian Fight Song definitivamente seria minha primeira opção.

Retornando, gostaria de comentar apenas The Clown, faixa que encerra e dá nome ao disco. Além dos cinco músicos, encontramos aqui um improviso por Jean Shepherd, centrado em expressões como “he was a real happy guy” e “all he wanted to do was to make these people laugh”. As construções da banda são boas, mas é quando estão fazendo cama para a narração que o negócio realmente deslancha. Impossível descrever com mais detalhes

quarta-feira, 25 de julho de 2007



Tá certo que as composições são todas do Duke Ellington, mas a genialidade dessa obra não deve ser creditada apenas ao pianista. Estamos falando de Charles Mingus no contra-baixo. Mingus Mingus Mingus, que à época já havia lançado clássicos como o Pithecanthropus Erectus, The Clown e Mingus Ah Um. E Max Roach, um dos maiores bateristas de bebop e hard bop, autor de uma verdadeira revolução no Jazz. A composição baixo / bateria / piano durante muito tempo foi minha favorita, mas cedeu espaço depois que fui devidamente apresentado ao sax do Sr. Coltrane e seu Quarteto Clássico.

Mas está aí uma boa briga:

Duke Ellington + Charles Mingus + Max Roach Vs John Coltrane + McCoy Tyner + Jimmy Garrison + Elvin Jones

Enfim. Esses três apresentam tamanha coesão neste disco que quase surge a dúvida quanto a quem ganharia

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domingo, 8 de julho de 2007

Provas de que eu não entendo de Jazz #2



Birth of the Cool se enquadra bem no que chamo de "Naive Jazz". Não sei muito bem como explicar o termo, receio que só faça sentido pra mim, mas é como se com o surgimento do Hard bop a partir do meio dos anos 50 o Jazz deixasse de ser apenas mais um estilo de música para se tornar algo mais. Maior. Sagaz. É isso. Pode ser uma afronta o que vou dizer agora, mas falta sagacidade ao Cool. Falta sagacidade ao Bop. Falta sagacidade ao Birth of the Cool

quinta-feira, 28 de junho de 2007














Não é pelo fato deu achar
Chet Baker o som ideal para quem tem insônia, mas esse duplo ao vivo aí está entre os melhores discos para se colocar antes de ir dormir

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terça-feira, 26 de junho de 2007

Vou escrever aqui até o final da semana. Juro

sábado, 9 de junho de 2007

"Amanhã" chegou, então finalmente vou deixar mais algumas palavras sobre o MMW. Primeiramente, vale marcar que essa formação de baixo/bateria/teclados é a melhor que existe dentro do fusion (definição autoritária I). O bom de uma página sem comentários é que eu posso afirmar isso e ficar como uma verdade absoluta. Enfim. Essa formação evita que o fusion vire uma putaria só. Desculpem, mas essa é a única palavra que descreve com propriedade.

Dito isso, é de se assombrar que apenas três caras consigam fazer toda a barulhada do Tonic, principalmente levando em consideração que foi gravado ao vivo e é o acústico da banda. Esse foi o primeiro de três discos que eles lançaram pela Blue Note (que hoje em dia abriga gente tipo Norah Jones e The Bird and the Bee, mas, enfim, o Ciro Gomes está no PPS, não?).

A única gravação fácil de ser encontrada por aqui é uma coletânea que a Trama lançou em 2000, compilando as primeiras gravações do trio, que possui um dos melhores títulos que existem. (definição autoritária II)



Detalhe pro *perhaps*